A Distância VITAL Entre Observar, Curtir, Comentar, Compartilhar e Publicar

Acorde para o novo tempo: Mesmo que odeie essa realidade, as redes sociais estão no comando da sua vida. Ponto.

Se está lendo esse texto, é porque consome informações, ideias e influências que vêm da avassaladora massa digital, que não pede licença para invadir a sua mente inconsciente.

Fato inconteste, cabe a você a única opção de despertar desse transe hipnótico e assumir conscientemente o seu papel nesse universo, escolhendo, a cada instante, entre ser consumidor, coadjuvante ou protagonista.

Sim, a nossa vida hoje está claramente dividida entre estas funções sociais, sendo que a proporção, a frequência e a aceitação das suas interações determina o quanto você VALE!

A imensa maioria que só observa apenas consome e paga a conta. São fantasmas vivos, que alimentam as estatísticas dos robôs e estão sendo esquecidos na sociedade online, cada vez mais real e rica que o mundo físico.

A segunda maior parcela que só curte ou manifesta suas reações ao que consome, eventualmente é lembrado e participa dessa existência em uma camada inferior, como um animal de estimação dependente, que abana o rabo e espera para ser alimentado, acarinhado, quando possível, por seus “donos”.

Sei que as analogias são duras, mas o eixo da economia já mudou completamente e quem não acordou ainda sofrerá as piores consequências.

Comentar é o primeiro passo para existir no meio online, pois a sua opinião é o que dá vida ao rosto da foto. É o passo que te conecta realmente ao universo digital e faz os outros te reconhecerem como humano. Até então, repito, você não passa de um fantasma ou cachorro do novo tempo.

Mas o estilo do comentar define em que classe você se posiciona. Pode escolher ser um “hater”, zumbi inconveniente, poluidor ou destruidor de relacionamentos. Pode escolher ser um bobo da corte, bajulador ou fanático seguidor descartável. Ou pode escolher ser um debatedor com pior ou melhor senso, “lacrando” ou expandindo conversas, que são o maior ativo social. A bola está com você!

Entretanto, para ser economicamente viável e gerar algum valor consistente no meio online, é preciso trabalhar por ele, criando novas conexões entre os mercadores de ideias e produtos.

Quando você compartilha algo, enfim, amplia o mercado consumidor de alguém, que passa a te ver como um ativo e se dispõe a pagar por isso, seja com a moeda da retribuição social, seja com pontos e bônus em dinheiro. Neste ponto, você já existe e tem algum valor no meio digital, mas ainda é um coadjuvante, mais consumidor que fornecedor.

A transição para o topo da cadeia social neste novo mundo passa, impreterivelmente, pela função de publicar, ou seja, gerar conteúdo inédito e protagonizar no seu próprio palco, colocando suas ideias em xeque!

Tal como falar em público no mundo real, você precisa expor o que pensa para construir autoridade no meio digital, assumindo todo o risco das rejeições, críticas, vaias e xingamentos, mas também a criando a oportunidade de ser, enfim, aceito, querido e aclamado como referência para um grupo.

Quanto mais você se expor, mais desbravará as relações sociais nessa teia digital infinita, gerando cada vez mais valor.

Me desculpe a franqueza e o peso de algumas palavras, mas o entendimento claro desta nova realidade pode ser mais vital do que imaginamos.